Um trabalhador americano produz 04 vezes mais que um brasileiro. Na minha opinião, essa é a verdadeira distância que temos dos países desenvolvidos. Crescimento econômico fundamentado no consumo, não é sustentável e cria uma falsa sensação de riqueza e oportunidade. No Brasil aconteceu exatamente isso antes da crise. O endividamento foi exorbitante,  os subsídios criam uma acomodação e uma sensação de obrigatoriedade catastróficas. Sem falar, é claro, que esse tipo de política é a base para um ambiente de corrupção.

Com a bonança dos subsídios bancados pelo governo, as pessoas achavam que podem viver eternamente nesse ciclo de comprar sem lastro de produtividade que suporte essa situação. O raciocínio é simples, se você recebe recursos, é necessário que você entregue algo em troca. Em uma economia equilibrada e justa deve haver uma troca de valor. Você trabalha e recebe proporcionalmente, se você trabalha muito e é qualificado deve ganha bem e consumir. Se você não o é, deve ganhar pouco. 

O problema é que pessoas despreparadas e sem qualificação estão ganhando mais do que tem capacidade de produzir, essa situação gera desequilíbrio econômico e fiscal. O governo não arrecada e nem recebe valor de trabalho, e ainda tem que manter os subsídios. 

Bem, agora chegamos a outro problema. Alguém deve pagar essa conta. Em qualquer empresa, quando se gasta mais do que se ganha há risco de quebra e essa empresa sai do mercado. No governo, se gasta mais do que se arrecada e quem paga essa conta somos nós através de impostos cada vez mais altos e péssima prestação de serviços. Se uma parte da nação ganha sem produzir, a outra parte a está mantendo, não tenha dúvida disso.

Sempre haverá uma parcela da população que realmente necessitarão de ajuda para manter-se com o mínimo de dignidade. Mas, essa parcela deveria ser mínima e acompanhada com programas que a façam progredir e contribuir com a sociedade, sem estabelecer políticas de eternos salários.

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Voltando ao trabalhador americano, não pense que são mais inteligentes, ou são de crenças ou raça superior. Apenas tiveram um planejamento de longo prazo em educação e capacitação técnica que deu certo. O americano aprendeu a fazer mais e melhor, pois houve tecnologia e estudo no desenvolvimento dos processos.

No Brasil gostaria de ver um governante que tivesse a coragem de investir massivamente em edução mesmo sabendo que ele não colherá os frutos dessa ação, esse tipo de atitude provoca resultados a longo prazo. Nossa cultura e estratégia é egocêntrica e visa resultados pífios de curto prazo, afinal eles precisam se reeleger…Porém, as próximas gerações gozariam de uma situação muito mais confortável em termos de qualidade de vida e oportunidades. E seguramente estaríamos mais próximos dos países desenvolvidos.

Até mais!

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