Em tempos difíceis na política brasileira, uma pergunta para reflexão: afinal, o poder corrompe ou revela? O médico inglês David Owen e o psiquiatra Jonathan Davidson publicaram um artigo, em 2007, defendendo a existência de uma condição psiquiátrica provocada pela exposição a um cargo de poder. É a síndrome de Húbris, palavra grega que designava o herói que passa a comportar-se como um deus.

A consequência de muitos distúrbios na idade adulta provém de uma displicência (muitas vezes não proposital) dos pais no período da infância, mas também há uma herança histórica que deve ser observada. No mundo corporativo, alimentou-se desde da Revolução Industrial uma lógica de hierarquia e departamentos. Onde há um chefe ou presidente que detém o poder decisório no topo da pirâmide, gerenciando pela coerção. Essa lógica está diferente atualmente, ainda há um líder de referência, mas o poder está na capacidade de engajamento das equipes. E componentes das equipes podem assumir a liderança momentânea em determinados projetos. O ambiente tem um contexto de compartilhamento de informações, poucas camadas hierárquicas e propósito comum acima de tudo.

Abraços!

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