NEUROMARKETING – O caminho sem volta.
Tenho observado que nos últimos anos, a neurociência tem estado presente na agenda estratégia de grandes corporações. O mundo empresarial tem sido abalado com conceitos heterodoxos e inovadores fundamentados cientificamente, provocando o desuso gradativo das antigas ferramentas de gestão e incorporando técnicas do Neuromarketing. O “achismo” e as previsões baseadas na “esperança” vem perdendo espaço para planejamentos técnicos com base biológica; conceitos que vem revolucionando o mercado e garantindo o sucesso das organizações que os utilizam.

O estudo das técnicas de Neuromarketing representa uma grande oportunidade para as empresas melhorarem suas ofertas de bens e serviços, pois saberão as reais preferências dos consumidores. As pesquisas utilizadas captam informações provenientes do inconsciente e são as que realmente refletem a realidade do comportamento humano, diferentemente das pesquisas tradicionais que direcionam o método para atingir o cérebro consciente e criativo das pessoas.

A neurociência vem contribuindo de forma positiva e decisiva em várias áreas, e também ajudando a formar outras ciências. A ciência proveniente da fusão dos conceitos de marketing e da neurociência chama-se Neuromarketing, ou seja, uma área de estudo que concilia aspetos biológicos e sociais dos seres humanos. O Neuromarketing, começou a ser estudado na Universidade de Harvard com o médico Gerald Zaltman, nos anos 90, de lá pra cá vem ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo.

A interceção entre duas disciplinas: a neurociência e o marketing produz uma séria de conceitos que podem ser aplicados na estratégias das emrpesas para melhorarem seus produtos e serviços. As maiores coorporações mundiais já possuem seus próprios laboratórios de neuromarketing.

Incrivelmente as empresas continuam desperdiçar energia financeira em pesquisas de mercado tradicionais para lançar seus produtos. A resposta consciente do pesquisado é mentirosa, não porque ele queira o mal! mas por uma questão de biológica! As empresas tomam decisões de investimento com base na mentira do pesquisado, o resultado é que 8 em cada 10 lançamentos de produtos são fracassos!

O primeiro a conseguir compreender e comunicar como funciona o cérebro divido em três partes foi Sigmund Freud, em 1923, em seu modelo estrutural de personalidade. Freud dividiu a personalidade humana em id, superego e ego. O id é a parte inconsciente do cérebro, onde prevalecem os impulsos, a busca por prazer imediato e o instinto animal do ser humano. O id definido por Freud é o mecanismo de sobrevivência mais rudimentar que se possui, e seus objetivos estão resumidos em obter prazer e evitar dor. As decisões no id são processadas de forma irracional. O superego é responsável pelas relações sociais e, segundo Freud, possui uma consciência parcial. Todas as ações relacionadas com amigos, família e grupos de convivência são responsabilidades do superego, além de servir como uma espécie de filtro do id. O ego é a parte consciente que controla tanto os impulsos do id quanto os desequilíbrios emocionais do superego.

As verdades estão no inconsciente, e tirar informações desse lugar exige técnica, conhecimento e profissionalismo. Entender como o consumidor toma as decisões de compra é tentar entender como funciona o cérebro humano. O Neuromarketing não se limita apenas à área de vendas, seus conceitos vão além e podem contribuir bastante nas áreas de recursos humanos, negociação, inovação e liderança.

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Abraços!

  1. O inconsciente eh um campo muito misterioso, de difícil acesso!! As necessidades são geradas pelas emoresas, mídias sem que o ser humano se dê conta…Daí nasce uma necessidade que até então não existia…E não se consegue viver mais sem ela..

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