crescimento-profissionalQuanto menos educação mais imediatista é uma nação! 60% dos brasileiros não poupam e apenas 5% poupam pensando na aposentadoria. Resumindo, estamos no topo da lista dos países que menos poupam no mundo. Quando gastamos acionamos o lado mais primitivo do cérebro e recebemos uma descarga de dopamina e prazer, com o desenvolvimento intelectual desenvolvemos outra área chamado córtex a qual usamos para planejamento e racionalidade. Ou seja, quanto mais alto o nível educacional, mais preparados estaremos para controlar nossos impulsos e reações intempestivas. Não é teoria, é fisiológico.

Entendeu porque quanto mais educação mais dinheiro no bolso e mais prudência nos gastos! Você sabe agora porque no Brasil funciona tão bem os decretos e as medidas provisórias. O Governo utiliza métodos que provoquem de alguma maneira algum benefício imediato para povo (mesmo que seja passageiro) e assim o tempo vai passando e os políticos se beneficiam. O povo adora resultados imediatos e fórmulas mágicas, mesmo que não funcionem. O problema é que a fonte secou, nem mesmo medidas imediatas e fáceis de implementar dão resultado porque não há mais dinheiro, vide a situação caótica dos Estados e municípios do país. Vamos recorrer então para as contas inativas do FGTS, e aumentar os limites do MCMV para tentar salvar alguma coisa, e que na prática o impacto não é significativo…lamentável.

Há um otimismo do Governo sobre a retomada do crescimento ainda em 2017, o cenário só deve mudar realmente em meados de 2018. Medidas de curto prazo darão apenas uma sobre vida a um paciente terminal, as verdadeiras causas da recessão estão fundamentadas em 03 pilares:

  1. Ajustes das contas públicas públicas: É imprescindível dar um tratamento especial à dívida pública, deveremos atingir esse ano 3,08 trilhões de dívida, o que corresponderá a quase 70% do PIB deste ano. Imaginem uma pessoa que ganha R$ 10.000 por mês e tem que pagar R$ 7.000 de dívidas,  como sobrevive com R$ 3.000 para sustentar uma numerosa família? É exatamente o que acontece com o Brasil. Somos obrigados a pagar a dívida e honrar nossos compromissos sob pena de sermos rebaixados como bom pagadores e os investimentos sumirem, o cenário pioraria muito. Resultado: não sobra dinheiro para infraestrutura, educação e saúde. A única saída é estancar os gastos e uma das formas é acabar com a corrupção e reformar a previdência.

  2. Produtividade: O trabalhador brasileiro custa caro, produz pouco e possui um nível baixo de escolaridade. Claro, se não existe boas escolas profissionalizantes não há como fabricar produtos competitivos como nos EUA, Japão, Alemanha, China etc. Nossa infraestrutura é péssima, como não exportamos tecnologia e conhecimento, nos sobra sermos um país de commodities e precisamos de vias de escoamento da produção, mas também não temos estradas, ferrovias e rios que possam escoar nossa produção de forma barata e competitiva. Resultado: o custo Brasil é altíssimo, nossos produtos são mais caros e perde mercado.

  3. Educação: A médio e longo prazos não há desenvolvimento sem um investimento sério em educação. O problema é o imediatismo, os resultados são futuros, não dá IBOPE, votos e holofotes. Países como Chile, Korea do Sul, EUA, Japão, Alemanha e muitos outros, entenderam isso há muitas décadas atrás. Hoje colhem seus frutos e possuem as melhores universidades.

Percebam que a solução não é simples. O caminho é conhecido há muito tempo, porém a vontade política prevalece, ou melhor a falta de vontade política. Então, infelizmente, vamos viver de imediatismo  e soluções  superficiais. Mas se é para resolver, deve-se atacar rapidamente o que realmente faz diferença. #economia #neuroeconomia #neurociência #neuromarketing

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